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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Old School

O mar dos últimos dias anda bravo e a pesca com amostras quase impossível de se praticar. Foram quase duas semanas de volta das minhas ferramentas a desenvolver uma amostra com umas características muito especiais.
Bem à moda dos Chivos Espanhóis, esta amostra Old School está adaptada perfeitamente à minha cana de 3,6 metros. Faz um lançamento brutal onde consigo contar 120 maniveladas no meu Saragosa 5000. Pode ser usada de duas formas, na forma original, ou fazendo umas curvaturas na própria amostra.
Já experimentei em zonas minadas de pedras que mais não fazem do que marcarem a amostra. Raramente se prendem devido a serem equipadas com anzóis simples circulares. O efeito do pelo na zona dos anzóis é soberbo.
Foram duas semanas quase sem pescar que me divertiram muito.
Não são milagrosas, assim como todas as outras, mas vos garanto que um peixe ferrado com elas vale bem mais do que qualquer outro.




terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Passamos a vida a pescar com uns e outros. Passamos a vida a partilhar o que sabemos sem pensar receber nada em troca. E depois disso tudo nos apercebemos que afinal um amigo da vida quotidiana pode não ser amigo na pesca, mas um amigo na pesca será sempre amigo no quotidiano.
Hoje na solidão de duas pescarias que correram bem lembrei-me de vários amigos da pesca e só agora que escrevo isto é que dou conta dos outros.
Segredos e mais segredos corrompem por vezes a confiança e a amizade, mas alguém que partilha o que sabe, ou as experiências positivas na pesca, é uma pessoa de livro aberto e pronta a receber os amigos de forma despudorada.
Fui bafejado com a sorte. Hoje de duas capturas. Nos últimos anos de conseguir ter criado amigos na pesca. Daqueles que mesmo com raros encontros nos trazem boas recordações. Sorrisos largos de uma simples captura, ou só mesmo da companhia.
Hoje estou assim. Sentimental. Um filho abandonado por uma pátria onde quem manda devia pescar e ser amigo.
Corro o risco de não voltar a ver os amigos da pesca a qualquer instante para poder manter a minha família.
A todos vós, amigos da pesca... estou cá. Estou em Portugal não sei ainda por quanto tempo. Vamos à pesca! vamos ser felizes mais uma vez...

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Simples e único...



Depois de uma grande pausa nas "achiganisses" decidi voltar a pensar neles.
Foi assim durante quase toda a semana. Os Achigãs não me saiam da cabeça.
Tenho de começar a preparar o Nacional, e comecei a organizar o material.
Então hoje fui experimentar uma nova montagem. Fiz-me a eles e num instante voltei a casa satisfeito.
Foi só um. Peixe, e lançamento. Assim que o devolvi à água voltei a casa para que este dia fique na minha memória como o dia de um único lançamento, o dia de um único peixe e o dia com a jornada de pesca mais curta que já tive.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Há dias assim...


Depois de uma tentativa de ir à pesca ontem à noite que não se concretizou, fui assaltado por uma insónia como já não tinha faz muito.
Naveguei... naveguei... e por volta da uma da matina deparo-me com um Canelão Nacional que já tinha faz algum tempo. Um projecto que não tinha terminado por falta de inspiração.
Com a insónia e com a falta de ter que fazer para matar o tempo pus mãos à obra.
Juntei todo o material, vara, passadores, porta-carretos e manga preta.

A inspiração surge quando menos esperamos e a ideia era montar de forma muito tradicional e simples.

Desmontei o que já tinha sido iniciado e fiz uma maratona até às oito horas da manha.

A parte mais difícil foi o calculo da colocação do porta carretos e a distribuição dos passadores. Foram cerca de 3 horas de matemática e intuição. Todos os passadores foram montados, mas não terminado com a resina.

O receio, de colocar a resina e colar os passadores no sitio errado, dissipou-se por completo assim que fiz os primeiros testes na praia.

Simples e linda... pelo menos para mim!

sábado, 14 de janeiro de 2012

Um começo igual ao do ano passado

Contra todas as teorias, por vezes também seguidas por mim, este ano começou com um Robalo à superfície.
Já no ano anterior o meu primeiro Robalo foi ferrado à superfície, e podem relembrar como foi aqui.



Aqui está a minha sorte de estreia.
Mas como muitos sabem, eu adoro pescar, mas o que mais prazer me dá é partilha uma boa captura à mesa.
Com os amigos ou a família é sempre um prazer enorme proporcionar momentos inesquecíveis de paladar aos meus.
Desta vez foi na casa do meu Pai. Um jantar reservado à família directa.
Como bons Portugueses que somos, conviver com os pais é bom, mas gastronomicamente bem acompanhados é ainda melhor.

O cardápio foi:
- Percebes bravas ("tarrecas" mas socadas) para entrada
- O dito cujo bem "assadinho" no forno com azeite de primeiríssima escolha
- Para acompanhar um Champanhe Bruto




Um relato diferente, para todos nós que com certeza também somos diferentes.