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sábado, 26 de março de 2011

23 de Janeiro

Um misto de alegria e tristeza me invadiu nesse dia.
Recebi perto da minha gruta um grupo de amigos para mais um convívio/pesca na minha praia preferida.
Estava muito frio e um mar de senhoras.
A preguiça fez com que eu saísse de casa com a cana do corrico. Sou assim! Quando estou mais letárgico pego na cana mais pesada para colocar uma montagem de corrico bem longe e depois vir com ela a "perguiçar" até mim.
Meia dúzia de lançamentos e nada. A cana fica em repouso e começo a acompanhar os que aqui apareceram pela primeira vez. Umas dicas de como são os fundos, e onde andam os tão famosos caneiros submersos, e nada.Acompanho o Paulo, falo com o Vasco, reclamo do frio com o Cabé, e nada.
O Sol amarelo pinta o Céu de azul e mostra-me um tímido Oceano, mas de banho tomado. A Água parecia um vidro liquido que se mexia preguiçosamente, quais moléculas de gelatina agarradas umas nas outras. Espreguiçava uma onda minúscula sobre a areia, e o Sol levantava-se lentamente.
Pego na cana de corrico e vou a casa para a colocar no descanso. O Vasco pergunta se já me ia embora, ao que eu respondi - "Ainda não Vasco, vou trocar de cana que ainda tenho muito tempo para pescar."
E assim foi...
Já em casa pego na minha batuta de dois metros e dez e coloco na ponta a minha amostra de eleição. Uma amostra tão simples que poderia ser feita de um bocado de um cabo de vassoura.
Calmamente saio de casa e desço à praia. Frente ao mar, onde momentos antes tinha mostrado um bom local ao Paulo Moreira, faço o primeiro de poucos lançamentos.
A amostra evolui na água com o norte perdido e ao terceiro lançamento eis que cai alguma coisa do Céu e a superfície reclama um mal estar saudável.
Era ele! Andava ali emboscado à espera de algum ser mais desprevenido.
Veio justamente calhar ao ser que melhor conhecia a praia.
Tentei momentos antes passar todos ensinamentos necessários, para se fazer uma boa pescaria, aos que compareceram, mas de nada valeu. Muito me alegrava em ver os visitantes ferrar um bom exemplar. Preferia até!
Os lançamentos seguintes foram escassos e feitos quase inconscientemente. Era importante para mim ver mais algum bom exemplar sair às mãos de outro.

No fim foi o convívio do costume comas morçandocas e o lambrusco. Aí sim viram-se muitas ferradelas, e de exemplares bem grandes.

(Da esquerda para a direita, malta do katembe)
Luís Novo, Nuno Xavier, Vasco Silva, Paulo Moreira e Cabé XNT

Obrigado pela manha que me proporcionaram.

domingo, 13 de março de 2011

Pingalin Capitão nº2

Mais um a mostrar porque eles são os mais audazes predadores dos mares.
Foi ferrado com um Pingalin Capitão nº2 no meio de um turbilhão de mar, de mais de dois metros.
Este pequeno juvenil mostra como não há mar que os detenha de procurar alimento...

Boas pescarias.

sábado, 12 de março de 2011

Pingalins Capitão


Depois de montar uns quantos "Pingalins Capitão", fui até à praia ver como trabalhava um deles.
Fui então muito feliz quando aos primeiros lançamentos ferro este lindo Robalo.
Sou um apaixonado incondicional da Pesca com Amostras, e o Corrico com chumbo e Pingalin é a minha técnica preferida.
O mar estava lindo, com a água verde esmeralda e bem espumada.
Ultimamente ando parco em palavras por coisas que me apoquentam, mas melhores dias viram e a escrita há-de fluir como as correntes no mar.

Um grande abraço a todos os que aqui vêm ler a minha alma.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Futuro, Presente e Passado.


Depois de uma noite em claro dedicada a coisas que não interessa ao mais comum dos mortais. Perdido por entre linhas de código que nos alimentam o ego a cada conquista de funções bem estruturadas. Relembrei-me de uma captura de uma vida que já o era, mesmo, antes de a segurar.
É bom relembrar os bons momentos que passamos, mas também é bom sonhar com o Futuro.
Foi assim nesta madrugada onde me encontro comigo todos os dias. Fechado num escritório, de aquecedor ligado. Rodeado de canas carretos e amostras. Estas últimas inutilmente às centenas. Fateixas enferrujadas e algumas, muitas, ainda na sua embalagem original.
Olho para frente e brilha nos meus olhos uma "Bomber". Penso como é linda, simples e quantos momentos de total êxtase já deve ter dado a milhares de pescadores por esse Mundo fora.
Afinal a resposta estava mesmo ali. Simplicidade. Somente simplicidade.
Lembro-me então do "Corrico" e do "Chico Fininho".
A simplicidade. Sempre a simplicidade à nossa frente, e ao alcance de qualquer carteira.
No meio de um emaranhado de fios, fateixas, esferas e arame, vejo um Raglou. 14! Sim um 14 e uma chapa.
Monto quatro verdes, agasalho-me e saio. Só verdes mesmo, porque acho que não vale a pena complicar.
Saio em busca de um futuro presente. Uma sensação que ainda hoje é a mesma.
Quando chego ao meu local habitual de inicio de sessão, o frio era muito. A água do mar a cada espraiar condensava no ar frio, deixando-me envolto numa névoa rasa.
Foi ali que tomei conta de que realmente aquele cenário era o meu Céu. Estava a ser abençoado por um fenómeno da natureza. Todos os detalhes passam a ser minuciosamente observados. E a névoa acompanhava-me à medida que me dirigia para Norte. Sempre a bater. Nunca mais de meia dúzia de lançamentos no mesmo sitio. Só assim me sinto bem a pescar.
A luz começa a mostrar os tons azuis do vazio que nos cai, e o dia nasce. Continuo a bater. Sempre para Norte.
"Esteiro", "Coim", "Cova da Mulher Morta", "Quião", "Bocas", "Poceirão"... até que chego à "Boca do Inferno". E que Boca!...
As movimentações de areias tinham deixado aquela boca bem aberta. Já não a via assim à algum tempo.
Vou o mais à frente possível e observo o majestoso a levantar uma onda linda e certa. Por de trás estavam eles a espelhar. Parecia que espreitavam à janela para se aquecerem com os primeiros raios de Sol.
Ao primeiro lançamento ferro o Robalo retratado. As pernas tremiam como se tratasse do primeiro. O terreno era minado e muito dificilmente o conseguiria trazer até mim.
Quis o mar que eu o trouxesse, e em menos de nada estava na minha mão.
Regressei a casa... molhado e com muito frio... Agora a recompensa era já passado que voltará a ser novamente futuro , presente e passado à mesa, para presentear amigos.

domingo, 26 de setembro de 2010

O Mar recompensa os generosos.

Depois de desvendar todos os segredos de um pesqueiro apaixonante a um grupo de amigos, da parte da manha, o Mar enviou-me um presente que foi comemorado com uma vénia e um muito obrigado. Deixando de pescar mais naquele exacto momento vim com o coração na boca para comemorar com a minha Família. Nem mais um lançamento efectuei como forma do meu agradecimento.
A alegria de partilhar estes momentos com as minhas duas meninas é a única forma que eu tenho de as compensar pelas horas que passo longe delas.
Por tudo isto e muito mais... Obrigado à minha Família, obrigado ao Mar, e obrigado a todos os que se consideram meus amigos.