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domingo, 13 de março de 2011

Pingalin Capitão nº2

Mais um a mostrar porque eles são os mais audazes predadores dos mares.
Foi ferrado com um Pingalin Capitão nº2 no meio de um turbilhão de mar, de mais de dois metros.
Este pequeno juvenil mostra como não há mar que os detenha de procurar alimento...

Boas pescarias.

sábado, 12 de março de 2011

Pingalins Capitão


Depois de montar uns quantos "Pingalins Capitão", fui até à praia ver como trabalhava um deles.
Fui então muito feliz quando aos primeiros lançamentos ferro este lindo Robalo.
Sou um apaixonado incondicional da Pesca com Amostras, e o Corrico com chumbo e Pingalin é a minha técnica preferida.
O mar estava lindo, com a água verde esmeralda e bem espumada.
Ultimamente ando parco em palavras por coisas que me apoquentam, mas melhores dias viram e a escrita há-de fluir como as correntes no mar.

Um grande abraço a todos os que aqui vêm ler a minha alma.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Futuro, Presente e Passado.


Depois de uma noite em claro dedicada a coisas que não interessa ao mais comum dos mortais. Perdido por entre linhas de código que nos alimentam o ego a cada conquista de funções bem estruturadas. Relembrei-me de uma captura de uma vida que já o era, mesmo, antes de a segurar.
É bom relembrar os bons momentos que passamos, mas também é bom sonhar com o Futuro.
Foi assim nesta madrugada onde me encontro comigo todos os dias. Fechado num escritório, de aquecedor ligado. Rodeado de canas carretos e amostras. Estas últimas inutilmente às centenas. Fateixas enferrujadas e algumas, muitas, ainda na sua embalagem original.
Olho para frente e brilha nos meus olhos uma "Bomber". Penso como é linda, simples e quantos momentos de total êxtase já deve ter dado a milhares de pescadores por esse Mundo fora.
Afinal a resposta estava mesmo ali. Simplicidade. Somente simplicidade.
Lembro-me então do "Corrico" e do "Chico Fininho".
A simplicidade. Sempre a simplicidade à nossa frente, e ao alcance de qualquer carteira.
No meio de um emaranhado de fios, fateixas, esferas e arame, vejo um Raglou. 14! Sim um 14 e uma chapa.
Monto quatro verdes, agasalho-me e saio. Só verdes mesmo, porque acho que não vale a pena complicar.
Saio em busca de um futuro presente. Uma sensação que ainda hoje é a mesma.
Quando chego ao meu local habitual de inicio de sessão, o frio era muito. A água do mar a cada espraiar condensava no ar frio, deixando-me envolto numa névoa rasa.
Foi ali que tomei conta de que realmente aquele cenário era o meu Céu. Estava a ser abençoado por um fenómeno da natureza. Todos os detalhes passam a ser minuciosamente observados. E a névoa acompanhava-me à medida que me dirigia para Norte. Sempre a bater. Nunca mais de meia dúzia de lançamentos no mesmo sitio. Só assim me sinto bem a pescar.
A luz começa a mostrar os tons azuis do vazio que nos cai, e o dia nasce. Continuo a bater. Sempre para Norte.
"Esteiro", "Coim", "Cova da Mulher Morta", "Quião", "Bocas", "Poceirão"... até que chego à "Boca do Inferno". E que Boca!...
As movimentações de areias tinham deixado aquela boca bem aberta. Já não a via assim à algum tempo.
Vou o mais à frente possível e observo o majestoso a levantar uma onda linda e certa. Por de trás estavam eles a espelhar. Parecia que espreitavam à janela para se aquecerem com os primeiros raios de Sol.
Ao primeiro lançamento ferro o Robalo retratado. As pernas tremiam como se tratasse do primeiro. O terreno era minado e muito dificilmente o conseguiria trazer até mim.
Quis o mar que eu o trouxesse, e em menos de nada estava na minha mão.
Regressei a casa... molhado e com muito frio... Agora a recompensa era já passado que voltará a ser novamente futuro , presente e passado à mesa, para presentear amigos.

domingo, 26 de setembro de 2010

O Mar recompensa os generosos.

Depois de desvendar todos os segredos de um pesqueiro apaixonante a um grupo de amigos, da parte da manha, o Mar enviou-me um presente que foi comemorado com uma vénia e um muito obrigado. Deixando de pescar mais naquele exacto momento vim com o coração na boca para comemorar com a minha Família. Nem mais um lançamento efectuei como forma do meu agradecimento.
A alegria de partilhar estes momentos com as minhas duas meninas é a única forma que eu tenho de as compensar pelas horas que passo longe delas.
Por tudo isto e muito mais... Obrigado à minha Família, obrigado ao Mar, e obrigado a todos os que se consideram meus amigos.

domingo, 1 de agosto de 2010

Jigging no Norte


Aconteceu no dia 30 de Julho um dos meus melhores dias de pesca.
Foi um dia em que fui muito feliz, não pelo peixe, pela companhia e pelo Mar, pela paixão de ir à pesca.
Fazia muito tempo que ansiava por um dia destes, e por isso mesmo as minhas caixas de amostras de embarcada tinham já arrumação dedicada aos jigs.
O dia foi difícil e deu-me cabo do cabedal. Perto de oito horas dentro de uma embarcação que raramente esteve parada.
A técnica rainha era o trolling com amostras ligeiras.
Posto isto, e a minha enorme vontade de "jigalhar", tive de me adaptar à situação.
Para tal montei um jig ligeiro de 50gr com um assist equipado com um vinil. Desta forma sempre que tivesse cansado podia sempre deixar o jig a rola porque o assim o vinil vinha a trabalhar.
Uma vez que o barco não parava, quando a força de braços permitia "jigar" eu fazia um lançamento à proa e deixava o jig afundar controlando sempre a linha até o sentir bater no fundo. Assim que ele batia no fundo controlava a linha até estar quase na vertical e começava a "escavar".
Passado umas duas horas nesta brincadeira e depois de já ter visto os meus amigos a tirar peixe nas amostras, comecei a pôr em causa esta minha adaptação à técnica.
Os braços já começavam a doer e decidi lançar só quando conseguisse identificar um cardume que valesse o esforço. Continuei a lançar à proa, visto o Barco estar sempre em andamento.
Mais uma meia hora, mais um lançamento, mais uma chagada ao fundo. Começo a escavar e eis que à segunda estocada fico com o jig preso ao fundo. Mas!... Porra o fundo não se mexe e o jig devia estar naquele momento a uns 8 metros. Então sinto as cabeçadas e apercebo-me que era um bicho de bom porte.
Valeu-me uma montagem bem segura uma cana forte e um carreto à altura. O resto a minha alegria fez.
Foi um momento único, e ainda por cima presenciado por duas pessoas com quem adoro pescar.
Nada se compara ao companheirismo do Zeca e à paixão do Ricardo.
Consegui concretizar o sonho de ferrar um Robalo ao Jigging e partilha-lo em tempo Real com este dois Grandes Amigos.
Hoje sou mais feliz. Hoje sinto-me realmente mais Pescador Desportivo.